Locais de escalada

Serra do Cipó no Feriadão


Por marcos.dias.

O CEC aproveitará o feriado num dos lugares mais especiais de MG, a Serra do Cipó! As opções de lazer lá são diversas: escaladas, caminhadas, travessias, cachoeiras, pedaladas etc.

Venham aproveitar o feriado conosco!!!

Cimg6207Dscn3396

Conquista em Pancas - ES


Por daniel.dandrada.

Por Daniel d'Andrada

Chegamos em Pancas no final da tarde do dia 04 de Junho. Ficamos no camping do Sítio Cantinho do Céu, no vale do Palmital. O mesmo local onde havia ido em janeiro.

No dia 05, uma sexta, o Fabinho (dono do camping) rodou conosco a região. Fomos até Águia Branca e voltamos por Lajinha, vendo as montanhas da área. É tanta pedra que depois de um tempo você fica meio insensível. Passa um Pão de Açúcar e você nem dá muita bola.

01 Pedra Pra Todo Lado

Dia 06, sábado:

Como sexta foi chuvoso, acordamos mais tarde e fomos procurar a linha da via no morro do Camelo só no meio da manhã. Passamos pelos costões molhados com dificuldade (Adriano, naturalmente, foi quem teve mais facilidade) mas conseguimos chegar no platô que seria a base da via.

02 Costoes Acesso

A parede em si estava perfeitamente seca. Levamos apenas umas 6 ou 7 chapas. A idéia era só testar a pedra e dar o pontapé inicial. A canaleta parecia boa, apesar de vermos um trecho mais vertical uns 60 metros acima. Mesmo assim decidimos tocar por ela mesmo. Qualquer coisa contornaríamos a parte vertical se não desse pra passar. Comecei a conquista: escalei um pouco e num ponto confortável bati a primeira chapeleta da minha vida (até então só havia batido grampos em uma conquista no morro da Moganga).

Depois continuei e bati mais três. Nessa última eu já estava bem tenso, com a panturrilha cansada e com vontade de bater a próxima em E1. Sinal de que era hora de passar a guiada pro Gabriel. Ele veio e bateu as suas duas primeiras chapas, fazendo sua estreia em conquistas. E assim fomos nos revezando. Estava rendendo bem mais do que esperávamos. Tanto que o Adriano voltou pro camping para buscar mais uma corda de abandono e mais chapas.

Quando cheguei na primeira parte mais vertical da via amarelei e não quis nem tentar de novo o lance sem o peso da mochila da furadeira. Passei pro Gabriel. Ele fez o lance não apenas sem furadeira, mas também sem a pochete de conquista. No rack apenas um talon hook e um cliffhanger. Péssima idéia pois quando ele parou para rebocar o material pela retinida, deu uma trabalheira arrumar a confusão de equipamentos. Daí em diante faríamos apenas o esquema tradicional de em lances mais difícieis o guia deixar a furadeira pra trás mas sempre levando a pochete de conquista.

No final da tarde descemos antes que ficasse escuro. Nessa primeira investida conquistamos 105 metros. Bem acima das nossas espectavivas. Na realidade, eu nem sabia o que esperar. Deixamos quase todo o material na base da via, coberto por uma lona plástica. Amanhã voltaríamos carregando água, algum lanche, mais chapas e muitas cordas de abandono.

Conversando com o Fabinho ele disse que pelo ponto onde paramos ele achava que faríamos cume na metade da segunda feira. Essa face já tem duas outras vias e ele nos disse que elas foram conquistadas em dois dias cada. Fiquei com esse "prazo" na cabeça.

Dia 07, domingo:

Acordamos cedo, tomamos café 06:30 da manhã e logo partimos pra segunda investida. A aproximação pelos costões foi bem mais fácil hoje com a pedra seca.

Inicio Segundo Dia

O que dá pra ver na foto acima é apenas cerca de 1/5 da via.

Já com a experiência do dia anterior, fomos conquistando com mais confiança e velocidade. Sempre reveazando a guiada, geralmente após 3 ou 4 proteções batidas. No meio da tarde o Sol era um desafio a parte. A água da mochila estava quente como um chá. Já perto do final da tarde o maior desafio era o cansaço. Me surpreendi em dois momentos por não conseguir fechar minha mão esquerda (sou canhoto). Algo como uma cãimbra.

No Meio Da Via

P6070816

Era final da tarde. Eu e o Adriano estávamos parados enquanto o Gabriel conquistava mais um trecho. Adriano comentou que estávamos chegando na hora crítica: O momento de decidir descer, rapelando ainda com luz do dia. Pensei que agora que havíamos aguentado a parte mais quente do dia, o melhor seria aproveitar essas horas mais amenas do final da tarde para conquistar mais. Como a via era basicamente reta, não seria problema rapelar durante a noite. O Gabriel terminou o trecho dele e perguntou o que faríamos. Subi rapidamente até ele para ver onde estávamos. Eu havia feito a via vizinha (Paranauê, uns 200 metros a esquerda) em janeiro e sabia que no final o morro dá uma deitada e fica bem fácil (2 grau de agarrência). Vi que havíamos chegado nesse ponto. Coloquei logo a lanterna no capacete pois já estávamos nos últimos minutos de luz do dia e toquei pra frente o mais rápido que pude. Uns 45 metros depois havia chegado num confortável platô a uns 5 metros de primeiro grau do cume. Instalei uma chapeleta lá e puxei eles. Finalmente cume!

Tiramos a foto de cume, olhamos a paisagem, descansamos um pouco e logo iniciamos o rapel noturno. Ia descendo e batendo as chapas rapeláveis. Gabriel rapelou na frente pelas cordas fixas e foi no camping buscar água para mim e pro Adriano, para quando finalmene chegássemos na base.

Chegamos no camping umas 21:40. Um longo e incrível dia.

Cume

Cume Agora Descer

Rapel Noturno

Dia 08, segunda:

Depois de uma manhã de descanso no camping, voltamos pra via no meio da tarde pra fazer o croqui, retirar as cordas fixas e terminar de fazer as paradas de rapel. Um lance foi intermediado, ficando E1.


E assim ficou a via:

Foto Da Via

Como seguimos por uma canaleta o tempo todo, e só falávamos nessa bendita dessa canaleta, chamamos de Supercanaleta. Fica também como uma paródia à Supercanaleta original, na Patagônia, já que a nossa é patética em comparação. O croqui está na croquiteca do clube. Veja aqui.

Escaladas em Pancas, Espírito Santo


Por daniel.dandrada.

Texto de Marcos Dias, fotos de Daniel d'Andrada

Pilhava em conhecer Pancas havia já algum tempo. Só as fotos bizarras de montanhas gigantescas já bastavam para alimentar essa vontade.

Dessas férias não passou. Vi que surgiu uma brecha no comecinho do ano, e abrimos 2015 bonito!

Entrada do Sitio
Entrada do sítio Cantinho do Céu, no Vale do Palmital.

Partimos do Rio às 8h, cujo ponto de encontro fora o Posto BR da Praça da Bandeira. Às 10h chegávamos no Posto ALE de Casimiro de Abreu para buscar a Brigittinha, uma amiga.
A viagem é meio longa, de 705 km, e sabíamos que o previsto seria chegar já à noite... mas a situação piorou um pouco quando deixamos nos seduzir pelo GPS... que prometia um caminho mais curto "por dentro". Acabamos entrando numa estadual ES-080, que era mais direta, mas que na verdade parecia mais uma selva. Já tava vendo a hora de ter que espantar bois do caminho, cruzar rios... mas deu tudo certo. Chegamos no sítio "Cantinho do Céu" umas 23h.

Area de camping
Área de camping do sítio Cantinho do Céu, no Vale do Palmital.

Decidimos acordar tarde no dia seguinte (acordei a hora que o olho abriu sozinho) e escalarmos na parte da tarde alguma via na sombra. Tivemos a feliz constatação que o dia tava meio nublado e favorecia a prática de subir pedras. Entramos numa via chamada "Lubrina", na pedra do Córrego, apenas eu e Daniel.
A via é um 4º VI de 350 m, bastando umas 8 costuras e 2 cordas de 60 m pra rapelar. Até usei um camalot nº 1 em um buraco na 2º enfiada, mas não é de todo essencial.
O lance mais bonito é, sem dúvida, o VI da 6º enfiada. Lance meio negativo mas bem protegido, com umas agarras grandes.
O segundo crux da via foi localizar o livro de cume. Estava bem entocado numa fenda lá em cima, depois de um formigueiro... mas anotamos a repetição lá!

01 Lubrina Linha Da Via
Pedra do Córrego e a linha aproximada da via Lubrina

No segundo dia escalamos em 3. Então tinha que ser uma via menor. Escolhemos a "Presente de Águia", 4º V, com um diedro em móveis pequenos. A via foi mais fácil que parecia. Acabamos bem rápido e ficamos deitados no cume maior tempão, na sombra, conversando e vendo as montanhas gigantes. Ficamos tempo de mais inclusive. Na descida acabamos pegando um sol exageradamente massacrante. Um sol daqueles mais violentos. A tarde foi de ducha no camping, recuperação e açaí.

Diedro da via Presente de Águia
Diedro da via Presente de Águia. Na foto os móveis já haviam sido sacados pelo primeiro participante.

02 Cume Morro Jacare
Vista a partir do cume da Pedra do Jacaré, acessado via Presente de Águia (dentre outras)

Terceiro dia, Danielzinho preferiu dar uma descansada. Partimos eu e a Brigitte pra uma via de uns amigos nossos, do "Chê" e da "Cris", conquistada quando estavam em lua de mel e passaram por Pancas. O nome da via não é difícil de descobrir: "Lua de mel". Também na Pedra do Jacaré, é um 3º IV típico carioca. Proteções meio longas, pedra quebradiça, agarrência... gostei muito! O rapel é melhor se feito com corda de 70 m. Se feito com corda de 60 m, acredito que terá que descer de chapeleta. Completamos o dia com a comida do Pesque e Pague "Aconchego", do Jorginho. Recomendo muito.

No quarto e último dia de escalada, deixamos para mandar a 1º repetição da via "Paranauê", que fica em uma pedra anexa à "pedra do Camelo". É uma via de 5º V, de 365 m. É um E2 daqueles bonitos meio longos... Como era de se esperar, a rocha tava bem quebradiça. Escalamos com bastante cuidado e revezamos a guiada.
Acabamos a via em 2h e 45 min. O cume é simplesmente espetacular, com uma visão muita maneira pra Pedra da Agulha, da Cara, Operário... e dezenas de outras que provavelmente ainda nem tem nome. Visualizamos várias linhas conquistáveis e tiramos fotos.

Cume pela via Paranauê
Cume de um "contraforte" da Pedra do Camelo, pela via Paranauê.

Tiramos o resto do dia pra ficar de turistas. Comemos no restaurante da Santina (um achado), e visitamos a pista de vôo livre, na Colina, afastado uns 20 km da cidade, que também vale muito ser visitado. A visão da cadeia dos Pontões Capixabas é instigante.

É só. Fico de voltar para mandar a Chaminé Brasília (impossível olhar a Pedra da Agulha e não querer subir), e investir em algumas conquistas. Vale muito a pena.
Agradeço muito ao Fabinho e tia Joana, do sítio "Cantinho do Céu". É difícil arrumar anfitriões tão dedicados assim.

No retorno, configuramos o GPS para "rotas onde os humanos passam" e chegamos mais rápido. É só tocar pela BR- 101 direto até o Rio.

Irmão Menor, via Iza Murad, 4° V E2 210m


Por daniel.dandrada.

Por Daniel d'Andrada

Dia bom pra escalar: nublado porém sem chances de chuva.

Fomos em duas cordadas: Eu com o Antônio Santana e o Cadu Spencer levando o Lucas Firmino (promissor sócio novo do clube).

Assim que acaba a rua Benedito Calixto, numa espécie de mirante, à esquerda, está uma trilha bem aberta. Anda-se apenas uns 10 a 15 metros (passamos por dois restos de oferendas) e já se está na estranha base da via.

00 Base
A base da via

Você sobe numa árvore, num tronco deitado, e confortavelmente costura o primeiro grampo antes mesmo de entrar na via. O Antônio também subiu e me deu segurança de cima desse tronco. A uns 2 ou 3 metros desse primeiro grampo já está o segundo. Grampos tão próximos não são um bom sinal.

Entendi assim que tentei entrar na via. Não rolou. É estranho. A pedra nesse trecho é absolutamente verde de limo e não há agarras de mão pra ajudar no equilíbrio. Acabou que fui em tesoura, com um dos pés numa árvore grande que tem ao lado. Por coincidência o Marcelo Crux estava por lá e nos disse que a saída se faz assim mesmo (que bom, me senti melhor). Daí quando você sai da tesoura e fica só na parede vai procurando agarras boas nessa pedra verde, cuja aderência não dá pra confiar muito. Por sorte estava absolutamente seca hoje. O Cadu depois conseguiu fazer essa saída sem usar a árvore (mas também com c* na mão).

Mais pra frente se segue por uma interessante fileira de cristais que começa vertical, ficando depois horizontal para direita e finalmente diagonal para direita, no final da qual se faz a P1. Como todas as paradas são simples, no final das contas você para onde achar melhor. Esse primeiro esticão não é o mais difícil tecnicamente mas foi de longe onde fiquei mais tenso.

01 P1
O primeiro esticão visto da P1

O segundo esticão quem tocou foi o Antônio. É bem mais tranquilo, com lances de 3.o e 2.o grau. E por isso mesmo a grampeação fica mais longa.

No terceiro esticão foi minha vez de guiar novamente. Ele é semelhante ao esticão anterior: 2.o ou 3.o de grampeação mais longa. Fiz a P3 logo acima de uma curta mas bonita chaminé (que não é da via).

02 P3
O terceiro esticão visto da P3

Pedi pra continuar guiando pois o 4.o esticão estava com uma cara bem interessante. Ele é um 4.o com 5.o e é onde está o crux, que é bem protegido. Bem legal esse esticão.

03 P3 Vista4esticao
O quarto esticão visto da P3

A via ainda tem várias agarras quebrando e agarrinhas esfarelentas, mas nada assustador pois dá pra sacar as que são mais "quebráveis". E as partes esfarelentas dá pra ir pisando e limpando antes de subir nelas.

04 P4
P4: Um grampo bom e outro nem tanto.

Img 7831
Eu na P4 (final da via)

Img 7832
Antônio na P4 com o Irmão Maior ao fundo

Img 7834   Img 7841
Vista do Vidigal e do Irmão Maior a partir da P4

Img 7852
Cadu começando o 4.o esticão

Img 7866
Cadu guiando o 4.o esticão

Img 7876   Img 7879
Cadu guiando o 4.o esticão

Apresentação de fotos da viagem para Bolívia


Por webmaster.

Img 20140711 Wa0006

Pessoal,

Na próxima Reunião Social o Gabriel Konzen, Leandro Collares e Antonio Santanna falarão um pouco sobre a experiência que eles tiveram na Bolívia este ano, e mostrarão algumas fotos. Eles fizeram o Curso de Escalada em Alta Montanha, no Condoriri na Bolívia. 

Depois do curso Gabriel e Antônio subiram o Huayna Potosí a 6088m de altitude.

Img 20140711 Wa0009

Dia: 17/07 (próxima 5a feira)
Horário: a partir das 20:30h

Pedra Hime, via Cidade dos Anjos 4 V E1 220m


Por daniel.dandrada.

Por Daniel d'Andrada

Há um bom tempo planejava ir nessa via. Pelo meu grau de guiada ser 4 V (fui revezando com o Guto), pela via ser E1 (coisa rara no Rio) e por gostar de vias mais longas.

E não me decepcionei. A via é bem protegida e bem agradável. A parte final da Canino Sampaio que se intercepta para chegar até o cume é de 3.o grau, com alguns lances de 2.o, com uma grampeação E2.

O crux da via fica no 4.o esticão, logo depois da horizontal para a direita. Pra não fazer o crux com o arrasto enorme causado pelo zig-zag desde a P3, recomendo parar nessa horizontal e depois esticar logo para a P5 (parada da Canino Sampaio). O trecho entre a P4 e P5 é fácil, um 3.o ou 2.o grau.

A partir da P5, você faz uma horizontal para a direita e depois sobe por um belo diedro de 3.o grau. Logo antes de se subir esse diedro tem um grampo à direita, num enorme platô, e deste platô não se enxerga a parada dupla alguns metros (5?) acima, num outro platô, também à direita desse diedro. O croqui indica 3 colocações de nuts nesse diedro mas eu não achei necessário. Quem guia 4.o não vai se estressar nessa parte.

Abaixo seguem algumas fotos:

Segundo Esticao

O segundo esticão

Quarto Esticao

Quarto esticão. Não parece, mas o crux está aí.

Cume01

Eu (direita) e o Guto (no seu melhor ângulo) no cume. Bela vista dos arredores apesar da mineradora.

Cume Panoramica

Absorvendo a vista.

Trilha Descida

A trilha de descida começa num trepa-mato chato mas tem os seus encantos.

A Pedra Hime, vista da mineradora

A Pedra Hime, vista da mineradora.

Escaladores no último esticão da Canino Sampaio

Escaladores no último esticão da Canino Sampaio

Via Leste (4° V A1 E3 D4, 700m), Pico Maior de Salinas. 31/12/2013


Por daniel.dandrada.

Por Daniel d'Andrada

Primeira vez que vou a Salinas. Depois de revesar a guiada na via Bode da Tarde (morro do Gato) com o Gabriel foi a vez de encarar o grande clássico da região: a via Leste do Pico Maior. Mas claro que, se tratando de uma escalada de "gente grande", fomos como participantes apenas.

As cordadas foram Charão (guia) com o Gabriel e Adriano (guia) comigo.

Saímos da pousada do Nelsinho às 06:00 da manhã e subimos até o abrigo do Mascarin no carro 4x4 do Adriano. Já evitamos assim uma tediosa caminhada por estrada de terra (bem acidentada, só para veículos fora-de-estrada) e ganhamos tempo. De lá começamos a trilha. Pouco depois da trilha entrar na mata fechada ela passa por um pequeno rio, um excelente ponto para pegar água potável (se tiver que subir a estrada até o Mascarin a pé e não quiser levar o peso da água nesse trecho).

Chegando na base da via, Charão foi o primeiro a começar a escalada e fez "à francesa" (em simultâneo) até a primeira chaminé, apesar da compreensível e visível tensão do Gabriel que nunca havia escalado dessa maneira. Adriano foi logo atrás do Gabriel e decidiu, pra minha felicidade, por não fazer à francesa depois de ver a tensão do Gabriel e também a fim de evitar o arrasto da corda, já que a via é bem sinuosa. Pra compensar essa "desvantagem" eu escalava o mais rápido que podia, chegando nas paradas sempre muito ofegante e por vezes levando braçadas de corda na mão. Realmente essa primeira parte tem os trechos mais fáceis da escalada. Mas ainda assim não gostaria de ter ido à francesa (ainda mais com os trechos de aderência do começo).

Img 6597

Na base da chaminé fiquei fotografando o Adriano subindo, já que o primeiro grampo é beeeem alto. Ele deixou sua mochila no primeiro platô da chaminé. Quando subi e passei por ela ele jogou lá de cima uma volta de corda onde eu prendi ambas as mochilas (a minha e a dele) para ele rebocar até a parada. Assim também poderia subir sem mochila. Isso não foi por causa da chaminé em si, mas sim por causa do trecho entre o final dela e a parada. A saída da chaminé é bem diferente e interessante. Você meio que pula pra a sua parede esquerda que no final fica cheia de grandes o boas agarras, fazendo uma transição direta de técnica de chaminé para parede de agarras. Logo após essa transição descosturei um grampo e foi aí que percebi que a corda agora ia numa diagonal para baixo, seguindo a parede. Um nível de exposição surpreendente para o participante. Talvez eu tenha subido demais (ou demorado para descer durante a horizontal) nesse trecho. E é nessa diagonal que faz uma boa diferença estar sem mochila. Lembrou o "lance do Waldema" da Baden Powel (só que mais longo e fácil).

Img 6598

Entre a primeira e a segunda chaminé fica um trecho com movimentos interessantes de 4 grau. O Adriano tocou pra cima demais e se perdeu da via, que depois de subir uns metros vai para a esquerda. Ele foi parar num nut abandonado (e bem preso) numa fenda por algum outro guia perdido. Já estava até com o cabo um pouco enferrujado. Costurado o "nut dos perdidos" ele então fez uma grande horizontal para voltar para a via (não antes de praguejar um bocado). Quando cheguei nele depois, tentei tirá-lo mas realmente o bicho estava bem preso.

Img 6608

A segunda chaminé é bem legal e bonita por ser longa e constante. É também um pouco mais difícil que a primeira. Achei interessante que você pode escolher o tamanho de chaminé que mais lhe agrada para escalar: Ela é funda e vai ficando mais apertada quanto mais pra dentro dela você for. Depois dela tem uns lances meio em tesoura que levam para uma mini caverna bem curiosa. Dela se parte para um pequeno trecho em artificial. Depois disso já se está bem próximo ao cume. Paramos até pra tirar umas fotos. Ficamos bem animados com a perspectiva concreta e próxima da conclusão bem sucedida da escalada.

Img 6611

Img 6614

No final do penúltimo esticão tem uma curta diagonal em artifical que é um 5.o grau se feito em livre. Trecho bem interessante que eu pretendia fazer em livre mesmo. Mas nessa altura do campeonato eu já estava tão cansado e querendo terminar logo que fiz em artificial mesmo e ainda caí na saída dele.

O último esticão é bem fácil, só alegria. Mas para apimentar o Adriano ainda pôs dois móveis numa fenda horizontal para fazer uma costura "a prova de bomba" e tocou direto pra cima (ao invés de continuar uma diagonal até a parada final), inventando assim (imagino eu) uma variante para o final desse esticão que ficou bem legal, pois é vertical com uns mega agarrões para você fazer meio que em oposição lateral, sei lá. Gostei.

Chegamos no cume com o Sol ainda bem alto. Não sei ao certo (estava sem celular para ver a hora), mas deve ter levado umas 8 horas de subida (trilha e escalada). Umas rápidas fotos e lanche e já fomos procurar o rapel pois não encontramos a cordada do Charão com o Gabriel. Eles já haviam partido. Encontramos uma via mas como não tínhamos certeza se era a certa para descer (Adriano não reconheceu seu início, apesar dela ter uma sólida e convidativa parada dupla) resolvemos descer mesmo pela Leste. Que é ruim para descer mas pelo menos a conhecíamos. Foi aí que começou a parte de mais "aventura" da escalada.

Img 6619

Img 6624

Img 6620   Img 6622

Img 6623

Img 6625   Img 6629

A maior parte do rapel foi durante a noite. E foi uma noite sem lua e parcialmente nublada (nuvens iam e vinham, de vez em quando chuviscava). Foi uma combinação perfeita: via sinuosa e com grampos bem espaçados numa noite escura. Em toda parada que chegávamos vislumbrávamos a opção de dormir por lá caso não encontrássemos os grampos do rapel seguinte. "Opa, que platozão! Aqui dá uma dormida boa!" Muitas vezes tínhamos que rapelar de um grampo só. E os grampos são velhos e com o olhal pra baixo. Uma vez conseguimos fazer um backup laçando um bico de pedra ao lado com uma fita (que foi abandonada). Enquanto o Adriano rapelava eu ficava em pé na parede para não colocar também o meu peso no grampo do rapel. E durante o rapel tentávamos "desescalar" ao máximo também para aliviar mais ainda o peso. Esse era o nível de confiança que tínhamos nesses grampos da Leste. E engraçado que na escalada se confia que ele vão suportar uma enorme queda de guia. Acho que é porque quem guia a Leste vê os grampos apenas como orientação, não como proteção. E ainda fiz um rapel numa pequena árvore de platô de mato (Adriano passou direto por ela, apenas costurando-a, pois desceu esse trecho num híbrido de rapel com descida "de baldinho", descendo então mais da metade da corda). Era engraçado que, tamanha era a dificuldade de achar os grampos que toda vez que o Adriano, durante seu rapel, achava um grampo ele comemorava ("Achei um grampo!!!"). Nas paradas, enquanto esperava Adriano descer, via aqui e ali fogos de artifício estourando. Afinal, era a última noite do ano.

Finalmente chegamos na base via. Rapidamente guardamos tudo começamos a descida da trilha. Era um inferno verde. Zilhões dos mais variados insetos eram atraídos por nossas lanternas de cabeça e iam direto pra minha cara. De vez em quando um entrava no nariz. Então o ritmo da descida era ainda mais forte. Descemos a trilha bem rápido. Paramos apenas no riacho para beber água, pois a nossa havia acabado há algum tempo (cada um levou um litro e meio). Foi uma grande alegria chegar no carro. Quando Adriano deu a partida o relógio do carro acendeu e marcava algo como 11:55pm. Adriano dirigiu ladeira abaixo como se estivesse num rally. Chegamos na pousada com todos na frente, champanhe e taças na mão, fazendo a contagem regressiva para 2014 (com direito a esposa emocionada, após um dia de preocupação com o marido perdido). Chegada melhor impossível.

Escalando no Irmão Maior do Leblon


Por miguelmonteza.

17 de julho 2011.   Paredão Paulo Ferreira 5° VI. Estimulados pelo recém lançado Guia da Zona Sul, resolvemos conhecer essa via, conquistada em 1977 por André Ilha, Mario Arnaud, Paulo Bruxo e Rômulo Pereira. Minha 1ª tentativa havia sido com o Cristian Duffles, 3 semanas antes.

Linha Paredão Paulo Ferreira
 Irmão Maior - Face sul com a linha marcada.
Era dia da maratona do Rio. Deixamos o carro no Leblon às 7am e seguimos a pé. Entrando no Vidigal, subimos de moto-taxi até a entrada da trilha. Ótima opção.

Aproximação em moto-taxi
Começamos a escalar às 8 horas. Maior parte da via no sol, e tudo seco. Guiei os esticões ímpares e o América os pares. Conseguimos fazer vários esticões com mais de 50 metros.

[caption id="attachment_702" align="alignleft" width="300" caption="Vista da parada 2"][/caption]

[caption id="attachment_703" align="alignleft" width="300" caption="3° esticão"][/caption]

Tínhamos o croqui com grampos numerados, que está na croquiteca do CEC. A direção dos grampos estava certa, mas a falta de escala nos enganou várias vezes. Por isso fomos marcando as paradas no croqui, pra dar idéia das distâncias.

O 1º esticão foi fácil, e parei no início da horizontal. No 2º e 3º, alguns lances mais longos. O 4º esticão começa com uma reta que inclui o crux (VI), depois vem um zigue-zague e um trapa-mato pra esquerda. O 5º esticão é muito interessante. Lances de agarrência e aderência, e uma cristaleira no final com 1 lance longo, que chega a um bom platô de pedra. O 6º esticão foi uma diagonal pra esquerda, e chegou na base do “terraço” de mato, que atravessamos em seguida. Já em cima do terraço, o 7º esticão começa com um tetinho, com potencial de queda de platô. Não hesitei em segurar no mato ao lado. Depois do 1º grampo, um lance difícil pra esquerda deixa o participante vulnerável. Segue uma longa horizontal pra esquerda, 3 grampos pra cima e parei.

[caption id="attachment_705" align="alignnone" width="300" caption="Acima do Irmão Menor"][/caption]

[caption id="attachment_704" align="alignnone" width="300" caption="Headwall acima do terraço"][/caption]

No 8º e último esticão o América passou um sufoco... Não encontrou os grampos 46 e 47, e teve que costurar num arbusto pra reduzir o fator 2. Continuou subindo e uma agarra de mão quebrou... O jeito foi subir mais, mesmo se lembrando como era sua última proteção... Encontrou então o grampo 49 destruído pela corrosão (o tarugo acabou, ficando só o olhau). Por sorte o 48 estava próximo, e dalí ele seguiu pro mato e entrou na diagonal final, pra esquerda. Chegou ao grampo 51 (último) sem achar o 50. Participando, ainda procurei mais pelos grampos, e nada... A vegetação deve ter escondido ou a ferrugem comeu.

Dalí pro cume é uma escalaminhada com muito mato e alguma rocha, encontrando algum lixo pelo caminho. No cume havia um grupo de caminhantes, e encontrei um grampo pé de galinha mais pra direita, que foi útil pra chamar o América. Eram 12:45.

Depois de tantos anos, chegar a um cume inédito em plena zona sul do Rio foi inspirador! Depois disso, dar de cara com a Pedra da Gávea foi um bônus. E descer caminhando lá de cima com aquela vista foi o prêmio... Muito bom! Grande escalada!
 Fizemos umas marcações no croqui, com base na nossa repetição.

[caption id="attachment_693" align="alignleft" width="497" caption="Croqui com obs pós repetição"][/caption]

Miguel Monteza

[caption id="attachment_707" align="alignnone" width="300" caption="Bar na comunidade"][/caption]

Cordada inesperada... :-)


Por marcia.

[caption id="attachment_655" align="alignright" width="255" caption="Beth e eu, no Morro do Tucum, Itacoatiara."][/caption]

DATA: Sábado, 11 de junho de 2011.

EXCURSÃO: Via dos Bombeiros, 2º III E2 200m – Morro do Tucum - Itacoatiara

LOCAL: Parque Estadual da Serra da Tiririca

TIPO: Escalada

HORÁRIO DE ENCONTRO: 11:00h

CORDADA: Marcia Poppe (G) e Elizabeth Cezar (P)

HISTÓRICO: Excursão não oficial.

Eu e Beth combinamos de nos encontrar em Niterói para um caminhada ou escalada em alguma via do setor denominado Córrego dos Colibris, que se caracteriza por ter vias de baixa graduação e bem protegidas. Com a chuva que caiu antes do final de semana, o setor estaria quase todo molhado, pois a parede tem bastante vegetação. Acabamos então indo para o PESET, com mais dois escaladores do CNM (Marcelo e Tito), para escalar o Morro do Tucum (Costão de Itacoatiara). Escolhemos a Via dos Bombeiros, assim denominada por ter sido conquistada por bombeiros (?), não se sabe quando.

Nós duas não escalávamos juntas há mais de um ano. Na base nos preparamos e comecei a guiar. A saída da base estava um pouco verde com limo, mas verifiquei que a rocha era super aderente e não me preocupei muito. Aparentemente tranqüilo chegar até o primeiro grampo, a partir de onde a rocha estava mais limpa. A via não tem nenhuma parada dupla, podendo o guia parar onde achar melhor. Estiquei a corda cerca de 40 m e chamei a Beth, que veio super bem. Quando chegamos em P1, a cordada que tinha ido para outra via apareceu na base para escalar também a mesma via, pois tudo nas vias que tentaram antes, estava molhado. Deixamos que os dois passassem direto, pois eram mais rápidos que nós. Desta forma não cruzamos a corda e escalamos mais tranquilas.

A primeira enfiada foi a mais protegida (E1, diria eu). A partir do ponto onde fizemos P1, os grampos passaram a ficar mais longe entre si, mas a via passou a ficar mais fácil. O visual do Alto Mourão, com a Agulha Guarischi e o Morro do Telégrafo é maravilhoso e o dia, surpreendentemente, estava lindo. O mar idem.

Beth escalou rápido e bem confiante. Eu por outro lado, não escalei rápido, mas fiquei super satisfeita, pois há muito tempo não guiava, muito menos à vista. Em P3 sentamos no platôzinho para admirar o visual (do mar, das montanhas à frente, das orquídeas a nossa volta...) conversar um pouco, comer e beber suco. A partir deste ponto a via pega uma diagonal linda para a direita e os grampos não são muito visíveis, pois ficam cada vez mais longe um do outro, já que a graduação cai um pouco mais, assim como a inclinação da parede.

[caption id="attachment_649" align="alignleft" width="150" caption="Nós em P3 "][/caption]

[caption id="attachment_654" align="alignleft" width="150" caption="Felicidade..."][/caption]

Estiquei a corda toda, estava quase na crista onde a via termina, quando a Beth começou a avisar que a corda estava acabando. Marcelo e Tito já nos aguardavam por ali e chegaram a descer pelo costão pela lateral para fazer contato visual com a Beth e avisá-la para começar a escalar. Assim, fizemos cerca de 5 metrinhos de via a francesa, até que eu cheguei num platô super confortável (P4) para dar segurança de corpo a ela.

Incrivelmente maravilhosa e surpreendente essa escalada. Nem eu achei que guiaria como guiei, nem a Beth que escalaria como escalou. Dali, ainda fomos ao cume pelo Costão para depois descermos a trilha de volta. A escalada e a caminhada até o cume foram feitas em cerca de 3 horas.

[caption id="attachment_653" align="aligncenter" width="300" caption="Nós no cume !! "][/caption]

Vias maneiras


Por pow.

Amigos,

Essa matéria surgiu de uma necessidade cada vez mais urgente no mundo da internet, a informação de qualidade. Somos bombardeados constantemente por diversas fontes e , perdidos no excesso, não conseguimos escolher. As informações se desdobram em filmes, guias, periódicos, novas vias e points sendo abertos, novas listas sendo criadas e as perguntas só se multiplicam. Em qual(is) via(s) vale a pena ir¿

A ideia desta matéria é apontar as vias mais legais da cidade do Rio de Janeiro, aquelas que ficam na memória, que trazem bons momentos de adrenalina, de passeio, de companheirismo e contemplação.

O processo de escolha foi ditatorial. Usando o sistema da “Escolha pelos editores”, conversei com poucos amigos e lancei a idéia nas listas de discussão na internet e assim impusemos o nosso bom senso e a lista surgiu. É um trabalho de muitas mãos. A idéia não é ser o dono da verdade, não existe qualquer tipo de critério especifico na lista ou na ordem apresentada, se a via for maneira, faremos o possível para ela estar aqui...se curtirem a lista, sintam-se livres para adicionar, criticar, excluir , modificar...o trabalho é de vocês! J

Ah, a licença para o uso dela é copy-left. Voce pode usar, copiar, excluir, modificar, colocar no seu guia, ficar rico com ela...mas se ficar rico, doe um dinheirinho para a nossa federação de montanha ou para os fundos de acesso as montanhas! Ah, cite a lista de discussão femerj como fonte! A comunidade agradece!

Então, sem mais enrolação, aqui vai:

Zona Oeste

(grande colaborador aqui foi o Felipe Dalforto, valeu pelas sinopses!):

Aroma do Prazer 4 VI+ - Pedra Rosilha JPA

Escalada diferenciada, com lances em lacas, aderência, agarras, chaminé. O Crux é uma passada de levitação na aderencia.

Fissura Sangue e Areia 5 grau - Pedra do Pontal –

Lindíssima oposição em móvel na pedra do pontal

[caption id="attachment_619" align="alignleft" width="300" caption="Vista da base da via Sopa de Letrinhas no Morro da Panela - Foto: Gustavo Soares"][/caption]

[caption id="attachment_620" align="alignright" width="344" caption="Dalton Chiarelli, um dos conquistadores da via Sopa de Letrinhas na sua própria obra. Foto: Gustavo Soares"][/caption]

Sopa de Letrinhas 4 V 120m - Pedra da Panela –  JPA

Escalada alucinante, segue uma estrutura de veios que parecem uma escada de gigantes, imperdivel em JPA.

Sonho da Tangerina 4 V E2 150 metros( Pedra do Calhariz) JPA

Via com predominância em aderência e agarras, toda grampeada em 3/8 e 1/2 possui uma grande horizontal para a direita passando por imensos buracos e platôs onde se encontra o final da via e o inicio da caminhada para o cume; O rapel não é possivel no final da via por causa da grande horizontal. O ponto de referencia para a descida do cume é a pedra da Quitinilha.

Conquistadores:BENITO QUINTAS, PEDRO C. CALIANO, ZE LOZADA. / Ano; 1981

Face Norte 5 VIIa E2 400 metros (Pedra Grande de JPA)

Essa é a maior via da região de Jacarepagua, possuindo 400 metros de extenção com lances em aderencias, agarras e diedros. A via é toda grampeda com grampos de 1/2 e alguns de 1/4 e 3/8, para os diedros finais, pode melhorar com algumas proteções móveis.O rapel é pela via, podendo rapelar com uma única corda. A caminhada de acesso é feita pelas Furnas com cerca de 30 minutos até a base.

Conquistadores: Leonardo Alvarez e Tereza Aragão/ .ano 1976

Deus e o Diabo na Terra do Sol  5 VIsup (Pedra Grande de JPA)

Essa via o André Ilha que é o conquistador, pode falar melhor......mas a principio é uma linda via, possuindo fendas, diedros, agarras e etc..  toda mista....

Buitri 5 VIIa E2 (A1/ 7b)130 metros (Dois Irmãos de JPA) Irmão Maior

Essa via começa a esquerda logo no inico da canaleta de mato que divide o irmão maior e menor. Via bastante diversificada, possuindo artificial, fissuras, agarras e tetos..um jogo de friend e stoper é nescessário o rapel é feito pela via normal do Irmão maior onde se encontra o colo, caso precise rapelar pela mesma, levar 2 cordas de 50 metros.

Conquistadores: Leonardo Alvarez e Annelise Fraga./ Ano 1986

Manoel Armando 4 V E2 +ou - 100 metros (Dois Irmãos de JPA) Irmão maior

Essa via começa bem acima do colo que divide os irmãos, seu incio começa em um pequeno diedro cego que depois vai para a esquerda cruzando a via Golpe de Misericordia. Predominancia em agarras e aderencia, possuindo grampos de 1/2. O Rapel é pela via normal.....

Conquistadores: Juratan Camara, Dalton Chiarelli, Pedro Cesar Caliano./ ano: 1986

Emilio Comici 4 Vsup 245 metros (Dois Irmãos de JPA) Irmão Menor.

Bonita escalada, esta via é um clássico da região, possuindo uma linha estética com fendas, diedros, chaminés, aderencias e agarras....a via é toda grampeada mas apartir da terceira enfiada, pode se fazer toda em móvel....levar um jogo friends.

Conquistadores; Salomyth Fernandes e Raymundo Luiz Minchetti / ano: 1967

Floresta da Tijuca: Fissura Kryptossolita/ Variante Zaratustra 4 V A1(VIIb)- Pedra Bonita PNT - 100% em movel, percorre cerca de 160 metros de fendas. Marcou época e ainda hoje é exemplo de arrojo em uma conquista.

Marumbi 4 VI - Morro João Antonio - PNT 240m

Escalada antiga, com muitas fendas, chaminés e aventura. Leve joelheiras e vá de camisa comprida! :o)

Sinfonia do Delirio 7 VIIc - Pico dos Quatro PNT

Lindissimo sistema de fissuras em uma das paredes mais exigentes do rj

Estranho no Ninho 4 VIIa - Pico da Tijuca  PNT

Interessantíssima escalada, com dificuldade progressiva e crux ligeiramente negativo

Paredão Arrasta-pé 6 VI+ 120m- aderências do Sumaré  - PNT

escalada corajosíssima, passa por uma canaleta aonde os fracos ou os de coração fraco não tem vez...:D

Travessia dos Olhos – 2 II 0 110m – Pedra da gávea

Vertiginosa travessia horizontal que atravessa a estrutura conhecida como “os olhos do imperador”. Imperdivel.

Impressionismo Carioca 5 VIIa - Pedra da Gavea  100m -  Excelente via, muito conhecida mas merece entrar em qualquer lista das melhores do rio, obra prima do conquistador que segue sistema de fendas impressionantes e verticais. Nota 10.

Aquarius 6 VI+ 200m – Pedra da Gavea  - PNT

Ja foi muito frequentada mas atualmente esta quase abandonada pelo publico escalador. Um dos sistemas de fendas mais lindos da cidade, com um diedro de 60 metros em móvel. imperdível.

Sensação de Extase – 5 VIIa 240m – Contraforte da pedra da gávea – PNT

Impressionante escalada passa com lances bem protegidos passa por um teto bastante pronunciado. Vale uma visita. Zona Sul:

Padecendo no Paraiso - 6 VIIa – Morro dos Cabritos Lagoa –

Interessante escalada com lances corajosos, passa por dois tetos e tem os grampos somente nos lugares necessários

Fissura do Ingles 4 VI - Morro São João - Copacabana –

Escalada classica e de aventura, com fendas e lances exoticos em agarras. Fissura Baba Roga – VI – Morro São João – Setor Chacrinha – Copacabana

[caption id="attachment_617" align="alignright" width="346" caption="Escalador na via Caixa de Pandora - Irmão Menor. Foto: Márcia Poppe"]Escalador na via Caixa de Pandora[/caption]

Escalada com ares de mística, feita em nuts e excentris pelos conquistadores e abandonada por muitos anos. É uma oposição fantástica de 6 grau, toda protegida em moveis. Levar escova de aço para limpar os lances! Solaris + Lunaris + Caixa de Pandora - 5 VI 280m- Irmão menor do Leblon –

União de três vias, a rota represente o que há de melhor do irmão menor do leblon. As agarras características do local(pequenos cristais bem pronunciados) dão emoção e tempero aos lances com grampeação nem sempre próxima. Criatividade e ousadia são as marcas destas vias.

Calis 5 VI 150m- Cantagalo

Impressionante escalada passa por um sistema de buracos que vão do vertical ao ligeiramente negativo. Um grande clássico da cidade. Não pare no crux! Macacos Chapados – 6 VIIb A1 – Contraforte do Corcovado

Obra prima da aderência conquistada por um dos grandes mestres do gênero. Lances de pura levitação. Emoção garantida.

Zona Norte:

Pepe Legal (ou DGM) - 5 VI+ -Pedra do Perdido no Andaraí – Grajau 400m-

A via segue A obvia aresta da montanha, em uma sequencia vertical e com agarras grandes.  A "famosa Italianos da zona norte" ficou muitos anos sendo pouco escalada pela falta de segurança na tijuca, mas com o surgimento das upps há um novo alento para a região. O croqui da via você encontra no site da Companhia da Escalada.