Dinâmica de uma escalada

Antes de entrar na parte teórica, os conceitos básicos de uma escalada serão apresentados.

Numa escalada normal, considera-se que existem dois tipos de escaladores. São eles o guia e o participante e cada um está preso a uma das pontas da corda. O guia é o escalador que vai na frente, colocando as proteções, enquanto o participante lhe dá segurança, liberando corda pouco a pouco através de algum aparelho gerador de atrito.

As proteções são classificadas como fixas ou móveis. Proteções fixas são aquelas que ficam permanentemente na rocha, tais como grampos e chapeletas. Tudo que o guia tem que fazer é prender a corda a essas proteções através de mosquetões e fitas (costuras). Proteções móveis são aquelas que o guia leva com ele devendo prendê-las à rocha aproveitando características naturais desta, tais como fendas e bicos de pedra. A corda fica livre para correr através das proteções para que o guia possa continuar escalando.

Na hipótese de uma queda de guia, este cai até que a corda estique, desde que o participante tenha travado a corda em seu aparelho de segurança. Numa queda perfeitamente vertical, o guia cairá o dobro da distância à última proteção que ele colocou, mais a elasticidade da corda.

Já na queda de participante, como a corda estará praticamente esticada, este só cairá a distância correspondente à elasticidade da corda. Neste tipo de queda, o esforço sobre todo o sistema de segurança é muito menor que numa queda de guia. Por este motivo, a queda de guia é que será analisada para se especificar os parâmetros de segurança do sistema.


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